Um momento imparcial de plena reflexão interior. Uma paisagem estática de cheiro de rua, de cores desmaiadas, de brisa morna que cola os cabelos de sol aos lábios já secos:
Existiremos para um fim, ou seremos o fim de algo que nos excede?
Que essência move cada passo, cada olhar, cada medo?
O que me habita, há em mim e sou eu?
Um cansaço…
de carregar o fardo das emoções alheias, da tentativa utópica de incorporação das sensações que não são minhas e quero compreender.
O peso de uma inconstante dormência de espírito.
Fecho os olhos, irreverente, à minha miudeza de gente neste todo onde habito e não compreendo.
E não sei o que sinto, nem o que quero sentir.
Não sei o que penso nem o que sou.
Qualquer coisa que tenha vindo cá fazer, sinto que ainda não o fiz.
Não sei onde me procurar, nem o que quero encontrar.
O mundo que somos por dentro…
Existiremos para um fim, ou seremos o fim de algo que nos excede?
Que essência move cada passo, cada olhar, cada medo?
O que me habita, há em mim e sou eu?
Um cansaço…
de carregar o fardo das emoções alheias, da tentativa utópica de incorporação das sensações que não são minhas e quero compreender.
O peso de uma inconstante dormência de espírito.
Fecho os olhos, irreverente, à minha miudeza de gente neste todo onde habito e não compreendo.
E não sei o que sinto, nem o que quero sentir.
Não sei o que penso nem o que sou.
Qualquer coisa que tenha vindo cá fazer, sinto que ainda não o fiz.
Não sei onde me procurar, nem o que quero encontrar.
O mundo que somos por dentro…
Não sei um motivo para ir, mas sei que não posso ficar.
O medo de ficar, o pânico de partir.
A incessante procura da tranquilidade que não chega, do sorriso que não fica.
É todo o mistério do que nada dura.
Coisas que não chegam a ser música, mas são saudade e me tiram o ar numa recordação.
Sim, tudo atrai, tudo é alheio e tudo passa...
Os infinitos porquês sem resposta.
O lugar que não conheço.
A incessante procura de mim mesma…
Sim, tudo atrai, tudo é alheio e tudo passa...
Os infinitos porquês sem resposta.
O lugar que não conheço.
A incessante procura de mim mesma…
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